Apesar da crescente participação feminina, tanto como personagens quanto como jogadoras, nos jogos digitais essa mudança de cenário não está atrelada, necessariamente, à qualidade do que é apresentado nessas obras audiovisuais. Dragon’s Crown Pro, lançado em 2013 e remasterizado em 2018, apresenta seis personagens jogáveis, igualmente divididos de acordo com o gênero (três homens e três mulheres). Entretanto, essa suposta igualdade encontra discrepâncias relacionadas, diretamente, aos papéis de gênero. Com base em um estudo dos jogos digitais que os divide em suas dimensões estética, visual e mecânica (Araújo, 2021), o presente trabalho mostra que Dragon’s Crown Pro recorre a ideais misóginos e sexistas para a formulação de seus personagens, reproduzindo um ideal de feminilidade obrigatoriamente belo e majoritariamente frágil às mulheres presentes em seu universo.
Despite the growing female representation, not only as players but as characters, in video games, this scenario isn’t followed by a good portrayal of women in these productions. Dragon’s Crown Pro, released in 2013 and remastered in 2018, presents six playable characters, equally divided by their genders (three men and three women). However, this alleged equity of genders faces differences when it comes to gender roles. Based on an analysis method studying the aesthetic, narrative and mechanic dimensions of the video games (Araújo, 2021), this study shows that Dragon’s Crown Pro recurs to misogynistic and sexist ideals to conceptualize its characters, reproducing an ideal of femininity that associates characteristics as beauty and frailty to the women in this universe.
A pesar de la creciente participación femenina, tanto como personajes y jugadoras, en los videojuegos, este escenario no necesariamente está ligado a la calidad de lo que se presenta en estas obras audiovisuales. Dragon’s Crown Pro, lanzado en 2013 y remasterizado en 2018, presenta seis personajes jugables, divididos equitativamente según su género (tres hombres y tres mujeres). Sin embargo, esta supuesta igualdad encuentra diferencias directamente relacionadas con los roles de género. A partir de un estudio de los videojuegos, que los divide en sus dimensiones estética, visual y mecánica (Araújo, 2021), este trabajo muestra que Dragon’s Crown Pro utiliza ideales misóginos y sexistas en la creación de sus personajes, reproduciendo un ideal de feminidad bella y frágil en su universo.