O presente artigo discute os contextos matemáticos nos percursos de aprendizagem da Educação Infantil, analisando como as experiências vivenciadas pelas crianças pequenas contribuem para a construção do pensamento lógico-matemático. Parte-se do pressuposto de que a matemática não deve ser concebida como um conjunto de conteúdos formais antecipados, mas como uma linguagem presente nas interações sociais, culturais e lúdicas da infância. A pesquisa caracteriza-se como bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentando-se em autores como Jean Piaget, Lev Vygotsky, Constance Kamii, Ubiratan D’Ambrosio e Tizuko Morchida Kishimoto, além de dialogar com a Base Nacional Comum Curricular. Discute-se o papel da mediação docente, da brincadeira, das interações e da organização de ambientes investigativos como elementos estruturantes da aprendizagem matemática significativa. Conclui-se que os contextos matemáticos devem emergir das vivências infantis, respeitando o desenvolvimento cognitivo e social da criança, garantindo-lhe o direito de aprender matemática de forma contextualizada, prazerosa e investigativa.