A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral das crianças em seus aspectos físico, emocional, intelectual e social, conforme estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96. Nesse contexto, a criança é compreendida como sujeito de direitos, que aprende e se desenvolve por meio das interações, das brincadeiras e das experiências cotidianas vivenciadas nos espaços educativos. Desde a mais tenra infância, as crianças participam de múltiplas experiências sociais que envolvem cuidado, respeito, cooperação e construção de vínculos. Tais vivências se concretizam também nos momentos da alimentação escolar, que ultrapassam a dimensão biológica e assumem caráter pedagógico. Alimentar, na Educação Infantil, é simultaneamente cuidar e educar: é promover autonomia, socialização, hábitos saudáveis e consciência coletiva. As orientações alimentares e nutricionais da Prefeitura de São Paulo reforçam que a alimentação escolar deve ser adequada, equilibrada e alinhada às diretrizes de promoção da saúde, valorizando alimentos in natura ou minimamente processados, respeitando a faixa etária das crianças e incentivando práticas alimentares saudáveis desde os primeiros anos de vida. Esses documentos destacam ainda a importância da educação alimentar e nutricional como prática contínua, integrada ao currículo, considerando aspectos culturais, sociais e afetivos relacionados ao ato de se alimentar. Diversas ações são elaboradas e recomendadas por órgãos estaduais e municipais com o objetivo de incentivar uma alimentação saudável para bebês e crianças pequenas. Essas iniciativas envolvem planejamento de cardápios balanceados, formação de educadores, diálogo com as famílias, incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras, além da promoção de hábitos sustentáveis, como o combate ao desperdício e a valorização da agricultura familiar. A alimentação, portanto, suscita reflexões que vão além da dimensão nutricional. Envolve práticas sociais e culturais, experiências afetivas e emocionais, bem como questões relacionadas à sustentabilidade e à ecologia humana. Nesse sentido, as ações educativas precisam ser intencionalmente planejadas, articulando cuidado, saúde e aprendizagem, de modo a contribuir para a formação integral da criança. Este artigo tem como objetivo apresentar e analisar ações desenvolvidas no âmbito da Educação Infantil, com base em documentos oficiais da Prefeitura de São Paulo e em autores que discutem a temática da educação alimentar e nutricional na infância, evidenciando a importância de integrar políticas públicas, práticas pedagógicas e promoção da saúde no cotidiano escolar.